O design que eu acredito

Remontamos o espírito da nossa loja conceito em produtos com memória afetiva. Técnicas upcycle, muito conforto e nostalgia aparecem nas peças criadas especialmente para esta ocasião. Sinta a magia na casa que Felipe Morozini criou pra gente

Fachada da nossa casa

Fachada da recém inaugurada loja na Alameda Gabriel, 1080

Eu não lembro exatamente qual era o dia, mas sei que todos estavam ansiosos com a iminência da inauguração. Nos reunimos na loja cedo, depois de um trânsito tão característico da metrópole paulistana e ali ficamos até revê-lo novamente. Entre pacotes e carregamentos de vários ‘novos itens’ meio maluquinhos, Felipe Morozini se aproximou e cumprimentou cada um que trabalhava junto à mesa desenhada por Paulo Alves. – bem característico dele, encher o espaço de simpatia e ternura.

Daí a alguns instantes, no final do trabalho realizado por ele, estávamos acompanhando uma aula. Todos, inclusive a diretora Raquel Fogelman e o designer Ian Diesendruck, sentaram-se ao nosso lado para ouvir uma aula sobre o design que ele acredita.

Paola Abiko

Os bichos estão espalhados por toda a parte, e texturas despertam sensações.

Num discurso coeso, ele nos apresenta a lei do retrocesso aplicada ao design: um conjunto de materiais, tecidos e conceitos presentes na sua obra que representam a reavaliação do passado para que possamos seguir em frente. O novo design de interiores – se é que podemos assim denominar – é mais humano. O tecido mais legal é aquele algodãozinho que desperta os melhores sentidos. Despertar sensações que vão além do contexto visual é o futuro dos espaços residenciais.

Outra questão abordada pelo trabalho do Felipe em nossa loja, foi a personificação. O novo luxo é aquele que permite a quem paga, a exclusividade de ter suas vontades atendidas, não somente em termos de espaço, como também de objeto. A individualização ganha novos parâmetros com a adição de técnicas artesanais e intervenções, vista claramente em produtos desenvolvidos pelo próprio Felipe, espalhados por toda a loja.

Produtos hand-made (feitos á mão) estão por todo canto e cada história nos foi contada. Quem entrou pelo showroom foi convidado a ouvir como cada objeto foi feito, a qual época pertenceu ou de onde vieram os materiais que estarão única e exclusivamente, na casa de quem comprar. Não é possível mais consumir e descartar tanta coisa nova, por isso é necessário readaptar e reutilizar, um trabalho que está associado a técnicas denominadas de Upcycle, cuja

A boneca de porcelana recebeu adereços iguais ao da Carmen

A boneca de porcelana recebeu adereços iguais ao da Carmen

característica principal é dar valor a algo que seria descartado, conferindo-lhe um novo uso.

A preciosidade do produto feito á mão, que é algo que extrapola a criatividade e tem valor emocional, reflete-se no conforto que muitos não souberam explicar e esta ligada à memória afetiva das coisas, e que vão além do bibelô da avó. Bibelôs aliás, que o próprio artista fez questão de trazer para a loja com seus toques especiais: reservou-se a cabeça das peças para que o tronco fosse artisticamente trabalhado.

Outra curiosidade da nossa lojinha são os animais. Estão em todos os lugares, de várias espécies e de várias formas diferentes. Confira um pouco do charme deles em nossa galeria.

Ahh…te contei da Neuza? A japoneuza mais charmosa do Brasil?

Uma das peças decorativas expostas era a Neuza Miranda – uma japonesa de porcelana com intervenções em frutas de feltro, que lhe repousam na cabeça como os adereços de Carmem Miranda – o que faz desta peça, uma homenagem á maior comunidade japonesa do mundo fora do Japão. Incrível!!!

Enfim, receber o Felipe e as peças feitas por ele – ou através dele – foi como receber presentes, e ter as peças desta loja é levar histórias incríveis para contar para os amigos, os filhos, os netos…

Mais do que um showroom de móveis, a loja Estar da Alameda Gabriel Monteiro da Silva é uma deliciosa experiência onde somos capazes de conhecer a representatividade dos maiores valores da vida: a história e as lembranças de cada um perpetuada por gerações.

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